terça-feira, 24 de junho de 2008

Você viu?

Foi veiculado, na Inglaterra, o novo comercial da maionese “Heinz”. Que está dando muito que falar (ou escrever).

Nada seria dito se não fosse pela enorme polêmica decorrente de um beijo gay no final da produção.

A propaganda mostra dois filhos chamando por sua mãe que prepara o lanche da escola. A mãe, no entanto é um pai. Que após servir os filhos e antes da saída do marido pede o tradicional beijo de tchau!

Já nessa semana a propaganda foi retirada do ar. A empresa afirma que, após receber um “feedback” do consumidor constatou um grande número de reclamações pela veiculação da mesma e optou então por retirá-la do ar.

Segundo informações, veiculadas em algumas mídias inglesas e brasileiras, foram impressionantes 200 reclamações! Grupos de defesa dos direitos homossexuais já pedem um boicote ao produto na Inglaterra.

Agora, precisa de tanto escândalo por um mísero “selinho”? E ainda é primeiro mundo! Afinal se fosse no Brasil já teríamos notícia para mais de mês e um número muito maior de reclamações e manifestações públicas de preconceito. Ou não?

Muito se conseguiu, a evolução foi grande, mas atitudes como essas servem para demonstrar que o preconceito persiste, e é grande.

E assim, precisava chamar de mãe??
Era para ficar mais engraçada??
Afinal, a briga é pelo direito de dois pais. Ou duas mães.
Odeio estereótipos.

Claro que na contramão da “Heinz”, houve casos como o da propaganda veiculada aqui no Brasil, da pomada “Nebacetin”, mostrando as mais diversas formas de família. Com veiculação nas principais redes de televisão aberta e em horário nobre.
E que ganhou até bordão.

O que comprova, realmente, a evolução foi grande. E independente dos resultados financeiros decorrentes da descoberta de um forte mercado LGBTT sou daqueles que acredita num mundo desprovido de preconceito. Mas preconceito existe, e ainda grita!


Ps: A discussão acerca da mudança na sigla fica para outro dia.
Odeio Estereótipos [2]
“Odeio Bactérias” [2]



Comercial da Heinz:


da Nebacetin:

domingo, 15 de junho de 2008

A Sétima Arte! 01/08

Salvem o Mundo, ou morram!

Acabei de voltar de uma sessão de cinema. O filme da vez foi o blockbuster "Fim dos Tempos" do já popular M. Night Shyamalan. Aquele mesmo do aclamado "O Sexto Sentido" e do fiasco "A dama da água", além de populares como "Sinais", "A Vila" e "Corpo Fechado".

O filme já começa à base de muita morte. Quando algo misterioso ataca algumas grandes cidades do Nordeste dos Estados Unidos, o professor Elliot Moore, interpetado pelo bonitão Mark Wahlberg, vê-se no meio de toda a bagunça e tenta manter a si mesmo e a sua famílida a salvos.

Tudo isso em meio a uma crise conjugal, a encontros com previsíveis personagens secundários egoístas e com outros, ao contrário, extremamente solidários e ainda, com uma pitoresca personagem, uma senhora ao melhor estilo "bruxa má".
Seguido por um final "clássico" e acompanhado por muitas cenas fortes (leia-se morte e sangue) o filme mostra mortes sem explicações óbvias associadas ora ao terrorismo, ora ao governo e finalmente ao grande problema, a vingaça da natureza frente à devastação causada pelo homem, que em nada agrada aos Norte Americanos felizes.

Li em algum lugar que, o que Shyamalan sabe fazer de melhor é assustar as pessoas e fazê-las refletir sobre algum ponto. Espiritismo, Extraterrestres e agora as consequências da devastação ambiental. Visto por esse ângulo o filme cumpre seu papel, assusta (nem que, com personagens secundários) e faz o público refletir.
"Isso pode Acontecer?"... "Estamos destruindo o mundo"... ou "o Mundo vai mesmo acabar" podem ser expressões ouvidas ao final da película.

No entanto, como o próprio Shyamalan advertiu ao público em entrevista à Reuters, o que realmente quis fazer foi um filme B, divertido!

Abordar assuntos relevantes ou polêmicos realmente fazem parte da cabeça do roteirista, diretor e produtor. Mas eu diria , que o filme em si ... não é nada surpreendente e deixa a desejar.

Claro que abordar um tema como esse acarretará discussões, mas isso pode ser feito independente da qualidade de uma produção. E de ser um filme, intervalo comercial, palestra ou quadro do Fantástico.

Embora comece e mantenha cenas de forte suspense e até tiradas de humor o filme se perde dentro de sua própria trama, o que é demonstrado claramente na aparição do personagem "Sra. Jones"... a "bruxa má". (Que sequências foram aquelas???)

No meu ver, o tema e o próprio supense na obra deixam a desejar, somados ao ápice do erro (a sequência agora citada), atuações ruins, uma explicação não necessária para um espectador "burro"(ao final) e outros equívocos, têm-se um resultado fraco, deixando muito a desejar .

A qualidade dos filmes de Shyamalan apenas decaíram com o passar dos anos, mas quem sabe, no futuro, minha teoria não se confirme.



Abaixo, um dos cartazes de divulgação do filme.

sábado, 14 de junho de 2008

Nada como um sábado, tenso, logo após o horário de almoço, para transformar idéias e vontades em ações, na prática. Aquele projeto deixado na gaveta, aquela idéia abandonada e tantas outras ...
Ok, talvez um sábado pós almoço celebrado com um cochilo pós feijoada seja bem adequado...
Mas, neste caso específico, os trabalhos são muitos e o mote da velha "liga dos amigos bipolares sem forças" não deve mais reinar.
E criar um blog seria parte disso? Sim, RECRIAR meu blog é o ínicio de um fim!