segunda-feira, 25 de agosto de 2008

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À poucos dias do fim do meu inferno astral, sou acometido com uma das costumeiras gripes que a tantos anos me acompanham.
E em meio a espirros e tosses, mergulho num mar de pensamentos nostágilcos.
Embora queira imaginar um forte sol, afinal só de pensar naquele vento gelado já estou espirrando, o que vejo é uma noite fria, crua.
Vejo a lua, sempre imponente. Mas as estrelas? Ah, as estrelas! Diminuem com a mesma intensidade que aumentam as falsas promessas de futuros líderes para com uma população inerte.
Mas lembro-me, daquela velha infância onde, em meio ao acender e apagar das luzes de um vaga-lume, via um céu povoado pelas mais belas e enormes estrelas.
E onde estão?
Lembro-me também de estar rodeado. No céu, por estrelas. Na terra, por pessoas.
E só então percebo que não só as estrelas diminuem. Mas também as pessoas.
Paro... e penso.
A quanto tempo que realmente não olho para o céu, em uma límpida noite, procurando as mais diversar formas, desenhadas por estrelas, como fizera outrora?
Eis o ponto.
Talvez as estrelas ainda estejam lá!
E estão. Mas todas? Não, algumas não!
E sinto falta!
As pessoas?
Talvez ainda estejam lá também!
Mas o que acontece?
Já não sinto falta!
Já não faço questão!
E como me pediu na canção, Oswaldo Montenegro...
Feita a lista dos meus grandes amigos...
Percebo como são poucos os que ainda habitam, o meu coração.
Estando aqui, ou não!