Acabei de voltar de uma sessão de cinema. O filme da vez foi o blockbuster "Fim dos Tempos" do já popular M. Night Shyamalan. Aquele mesmo do aclamado "O Sexto Sentido" e do fiasco "A dama da água", além de populares como "Sinais", "A Vila" e "Corpo Fechado".
O filme já começa à base de muita morte. Quando algo misterioso ataca algumas grandes cidades do Nordeste dos Estados Unidos, o professor Elliot Moore, interpetado pelo bonitão Mark Wahlberg, vê-se no meio de toda a bagunça e tenta manter a si mesmo e a sua famílida a salvos.
Tudo isso em meio a uma crise conjugal, a encontros com previsíveis personagens secundários egoístas e com outros, ao contrário, extremamente solidários e ainda, com uma pitoresca personagem, uma senhora ao melhor estilo "bruxa má".
Seguido por um final "clássico" e acompanhado por muitas cenas fortes (leia-se morte e sangue) o filme mostra mortes sem explicações óbvias associadas ora ao terrorismo, ora ao governo e finalmente ao grande problema, a vingaça da natureza frente à devastação causada pelo homem, que em nada agrada aos Norte Americanos felizes.
Li em algum lugar que, o que Shyamalan sabe fazer de melhor é assustar as pessoas e fazê-las refletir sobre algum ponto. Espiritismo, Extraterrestres e agora as consequências da devastação ambiental. Visto por esse ângulo o filme cumpre seu papel, assusta (nem que, com personagens secundários) e faz o público refletir.
"Isso pode Acontecer?"... "Estamos destruindo o mundo"... ou "o Mundo vai mesmo acabar" podem ser expressões ouvidas ao final da película.
No entanto, como o próprio Shyamalan advertiu ao público em entrevista à Reuters, o que realmente quis fazer foi um filme B, divertido!
Abordar assuntos relevantes ou polêmicos realmente fazem parte da cabeça do roteirista, diretor e produtor. Mas eu diria , que o filme em si ... não é nada surpreendente e deixa a desejar.
Claro que abordar um tema como esse acarretará discussões, mas isso pode ser feito independente da qualidade de uma produção. E de ser um filme, intervalo comercial, palestra ou quadro do Fantástico.
Embora comece e mantenha cenas de forte suspense e até tiradas de humor o filme se perde dentro de sua própria trama, o que é demonstrado claramente na aparição do personagem "Sra. Jones"... a "bruxa má". (Que sequências foram aquelas???)
No meu ver, o tema e o próprio supense na obra deixam a desejar, somados ao ápice do erro (a sequência agora citada), atuações ruins, uma explicação não necessária para um espectador "burro"(ao final) e outros equívocos, têm-se um resultado fraco, deixando muito a desejar .
A qualidade dos filmes de Shyamalan apenas decaíram com o passar dos anos, mas quem sabe, no futuro, minha teoria não se confirme.
Abaixo, um dos cartazes de divulgação do filme.
5 comentários:
Imagina quando você fizer Cinema, quando você entender de cinema mais que o José Wilker ou meu professor Elísio dos Santos. Vai ser insuportável assistir um filme com você rsrs.
...não assisti, e provavelmente não assistirei.
Domingo fui ao cinema e vi o brasileiro "Corpo". Muuuuuito bom.
Indico.
Ah, e já te linkei.
A conversa? bem, é o que escuto diariamente na faculdade.
Por algum motivo existem pessoas que chamam todo mundo de "mano"...
vai entender!
Bjssssssss Paulitooo
Muito boa indicação. quer ver já! ;)
Ações ao invés de palavras ... e vamos que vamos ... bipolares sim, sem forças ... nunca mais!
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